Loucuras e Insanidades
TaTa Alves






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    TaTa Alves

    É uma Carioca de 32 anos!


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    15/09/2008 12:41

    Avesso, do avesso.


    Tenho mania de tomar as dores do mundo.
    Já precisei de remédios pra dormir.
    Já não sou o centro do meu universo, talvez eu
    nunca tenha sido. Mas já morri de pena de mim.
    Sou medrosa, não me envolvo por isso.
    Desejo me apaixonar loucamente um dia, embora não me sinta capaz.
    Tenho uma visão muito clara da vida. Adivinho muitas coisas, isto me assusta!
    Sou capaz de ficar horas olhando pra um ponto qualquer.
    Converso horas com alguém e não ouço uma palavra do que dizem, opino. Sem saber como consigo isto!
    Sou sã na maioria do tempo. E enlouqueço no minuto seguinte. Mas enlouqueço de uma forma necessária!
    Sou certinha demais. E maluca mais ainda!
    Leio muito, mais do que deveria!
    Fiz “quase” tudo que tive vontade.
    Sou dissimulada, mas deveria ser mais.
    Sou encrenqueira. Na hora da raiva falo o que tenho vontade e não me arrependo depois.
    Amo minha família, mas não me sinto obrigada a isso!
    Não me amo tanto quanto deveria. Sou vaidosa ao extremo.
    Cresci odiando meu nome. Tâmara? Nome de fruta?
    Hoje adulta. Respondo no mínimo uma vez ao dia, a engraçadinha pergunta:
    _Tâmara é de comer ou de chupar? Eu que de inocente não tenho nada, respondo sempre._Chupar é melhor, chupar!
    Aprendi cedo que ser educada e inteligente é muito útil.
    Só nunca entendi porque, para que.
    Odeio as magrelas tops, pura inveja! Odeio fazer dieta! Mas se não faço, fico triste.
    Gosto de roupas coloridas! Mas só compro as pretas pra passear, e brancas pra trabalhar!
    Odeio salto, mas sou baixinha, não tenho outra opção!
    Quase não penso na vida, mas quando o faço,
    me lembro porque é que eu evito isto!
    Raramente ligo para alguém,
    às vezes desligo o telefone
    pra não atender a ninguém.
    Prefiro a internet. Prefiro escrever a falar.
    Prefiro gente virtual. É mais seguro.
    Já freqüentei consultórios de psiquiatria, psicologia.
    Foi uma fase importante da minha vida.
    Descobri que sou normal.
    ANORMALMENTE NORMAL!
    Paro nesta esquina e olho pra trás.
    Não me arrependo de quase nada!
    Me orgulho de poucas coisas.
    Com exceção apenas, para o fato de ser mãe
    e amiga incondicional.
    O resto é só pra garantir entretenimento.







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    15/09/2008 12:39

    Retalhos de mim.



    Procuro num amontoado de lembranças,
    e tiras do passado, fragmentos de algo que fui.
    Retalhos antigos, que reconstruam um novo eu.
    Encontro em mim:
    Pedaços tão fortes!
    Se tecido realmente fossem,
    Linho se chamaria!
    Outros tão frágeis!
    Que nem sequer cabem, em qualquer comparação!!
    Pedaços compridos.
    Outros curtos.
    Muitos amarrotados.
    Alguns bastante flexíveis.
    Pedaços coloridos.
    Os negros também estão lá.
    Tenebrosamente escuros!
    Ah! Meus pedaços manchados!
    Hoje não sinto tanta necessidade em escondê-los.
    Há em mim muitos pedaços preciosos!
    Atribuo-os a nobres tecelões.
    Que á mim se dedicaram!
    Pedaços há impossíveis de juntar.
    Foram mal-talhados demais!
    Em seguida jogado num canto qualquer.
    Para eles o destino será a incineração!
    O esquecimento total!
    Com todos os outros retalhos,
    Tentarei construir algo novo.
    Quero arrancar do meu ser uma base forte.
    E costurar sobre ela, pedacinho por pedacinho de mim.
    Não acredito que fique perfeita.
    Com tantos pedaços diferentes, seria impossível!
    Mas que ela seja forte.
    Que seja útil; Enquanto eu durar.
    Que nela fique impressa. Tudo que fui, o que sou.
    E, sobretudo.
    O que desejo ser.
    Que ao final deste artesanato interior.
    Eu possa me orgulhar.
    Acertados ou não!
    Cada um destes pedaços.
    Sou eu!


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